Aaron Engel

Aaron Engel

Pro

O advogado cinéfilo.

Favorite films

  • To the Left of the Father
  • Where Is My Friend's House?
  • Jeanne Dielman, 23, Quai du Commerce 1080 Bruxelles
  • Hiroshima Mon Amour

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  • Bringing Out the Dead

    ★★½

  • Annie Hall

    ★★★★

  • Nashville

    ★★★½

  • Close-Up

    ★★★★

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  • To the Left of the Father

    To the Left of the Father

    ★★★★★

    Me sinto verdadeiramente incapaz de escrever algo digno sobre Lavoura Arcaica. Na primeira vez que o vi, projetado em celuloide na Cinemateca de São Paulo, achei o filme interessante mas tive problemas com o roteiro, que transcrevia pedaços do livro nas bocas dos atores e "não soava genuíno". Sei lá de onde tirei essa loucura. Sei lá, também, em qual aspecto o filme de Luiz Fernando Carvalho é menos do que perfeito.

    Lavoura Arcaica conta uma história de repressão da…

  • Songs from the Second Floor

    Songs from the Second Floor

    ★★★★★

    O primeiro capítulo da ambiciosa trilogia do sueco Roy Andersson é a melhor introdução possível para o que ele viria a desenvolver mais tarde. O estílo do diretor é um dos mais inconfundíveis do cinema atual: planos estáticos e ininterruptos, explorando das formas mais geniais a profundidade de campo, com cenas complexas que aproveitam cada espaço da tela para se desenvolver. O humor é negro, sarcástico, impiedoso. É possível que Andersson enxergue a humanidade como os personagens de seus filmes:…

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  • Bringing Out the Dead

    Bringing Out the Dead

    ★★½

    Estilisticamente, Bringing Out the Dead tem tudo para dar certo. Um After Hours sobre rodas, cruzando uma Nova York pútrida em neon. Mortes, ressurreições, nascimentos e fantasmas lutando por espaço na mente biruta de seu protagonista insone. Dá-lhe fritação visual.

    O problema é que nesse caldo nunca surge um encadeamento de eventos interessante. Bringing Out the Dead parece flutuar sem peso por tramas inconsequentes, personagens malformados e temáticas opacas. Chegando na metade se sente que Schrader e Scorsese já esgotaram suas ideias e vão as repetindo com novas emergências ambulatoriais que, apesar de cada vez mais malucas, pouco revelam ao espectador.

  • Annie Hall

    Annie Hall

    ★★★★

    O humor ácido constante de Allen, suas traquinagens com a quarta - e algumas outras inominadas - paredes, os pulos narrativos constantes por flashbacks e cenários imaginários... é tudo delicioso e agilmente executado, dando-nos a impressão de um filme muito engraçado mas pouco romântico. O fato é que, ao final de tudo isso, a parte romântica parece desabrochar dos momentos anteriores e percebemos como, em meio à sua personalidade rabugenta e neurótica, Allen consegue contar uma linda história de amor.…

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  • Bye Bye Brazil

    Bye Bye Brazil

    ★★★★

    Bye, Bye Brasil poderia ter se chamado Tchau, Tchau Brasil, mas Cacá Diegues preferiu manter a versão americanizada. Não por acaso: seu longa é um retrato de um país colonial que se subjuga voluntariamente aos "gringos", cuja cultura a Caravana "Rólidei" tenta recriar. A trupe de artistas viaja pelos rincões esquecidos do sertão, buscando cidades pequenas onde a televisão ainda não tenha chegado para concorrer com seu espetáculo. Ao sair de uma dessas vilas, levam consigo um jovem sanfoneiro que…

  • Macunaíma

    Macunaíma

    ★★★★

    Macunaíma anuncia seu selo inimitável de humor e transgressão logo no começo: a primeira cena abre com uma mãe em dores de parto, berrando loucamente, até que seu filho nasce. O cenário é tradicional, mas sua execução choca o espectador: a mãe é interpretada por um homem caucasiano em roupas femininas, seu esforço para parir a criança é feito de pé e o próprio bebê na verdade é um homem negro plenamente desenvolvido, que simplesmente "cai" por entre as pernas…