21 Bridges

21 Bridges ★★

Ao vermos o nome dos irmãos Russo (diretores dos dois últimos Vingadores: Guerra Infinita e Ultimato, e de ambos Capitão América: Soldado Invernal e Guerra Civil) associados à produção, automaticamente não nos importamos com os dramas ou a complexidade do protagonista, somos levados a imaginar as possibilidades de uma ação urbana convincente, ou no mínimo frenética, característica dos irmãos. Porém, a direção fica a cargo de Brian Kirk (My Boy Jack) que nunca havia feito um trabalho do gênero nos cinemas e, conforme a narrativa avança, isso fica perceptível.

Apesar da história ter um ritmo acelerado, falta a Kirk exercer uma direção mais segura e ambiciosa, ainda mais por ter o respaldo dos Russo. Ele pouco explora os quarteirões e as ruas movimentadas de Manhattan - e convenhamos, isolar Manhattan em pouquíssimo tempo é algo inconcebível e aqui é tratado como algo a ser feito em questão de minutos. Há ainda diversas outras facilidades no roteiro que vão minando a paciência e a curiosidade do espectador, pois, tudo nos é apresentado de antemão e Davis é o único personagem que permanece entre a inocência e a ingenuidade enquanto todos ao seu redor se mostram estereótipos de personagens de diversos filmes de ação que já vimos a rodo.

Em suma, Crime Sem Saída até tem uma tensão genuína e uma pós-produção acertada, dos efeitos sonoros à montagem ágil, mas ambos acabam sendo elementos isolados no meio de tantos deslizes e execuções aquém da proposta de um filme de ação em uma cidade agitada, violenta e corrupta. Sustentado pelo genérico, é um filme esquecível e decepcionante.