A Nightmare on Elm Street 3: Dream Warriors

A Nightmare on Elm Street 3: Dream Warriors ★★★½

Desde que comecei minha jornada pela franquia A Hora do Pesadelo, eu sempre idealizei um Freddy Krueger muito específico, que não havia aparecido nos outros dois filmes. Por mais que eu adore o primeiro (tenho minhas ressalvas com o segundo), lá ele cumpria muito mais o papel do típico assassino frio e calculista do slasher convencional, e o filme era mais sóbrio. Aqui, Wes Craven volta, mas assina apenas o roteiro. Dá para perceber o toque dele na opção por focar os 30 minutos iniciais em uma história de origem, onde a ex-protagonista Nancy retorna, dessa vez como uma bem-sucedida psicóloga que visita o ambiente onde foi criada para falar sobre sua história de superação (pegou a referência, Sidney Prescott?), mas ao mesmo tempo É um filme de Chuck Russell, aqui em seu primeiro trabalho, mas já consolidando sua principal marca que seria expandida nos dois filmes posteriores (A Bolha Assassina e O Máskara): a falta de escrúpulos.

Por um lado, há uma mensagem importante sobre o sonho como metáfora para o poder e a importância de se discutir e ter acesso aos traumas que desencadeiam transtornos. Por outro, Freddy não poderia se importar menos. Ele confronta as pessoas de todas as formas, até mesmo usando seringa nas mãos, sempre atacando o grupo de adolescentes através da exploração de suas maiores fraquezas.

Mas o que é mais legal no filme é justamente o que o nome induz: todos eles são guerreiros. Da Nancy ao Doutor Neil, passando por todos os pacientes, trata-se de um protagonismo compartilhado. Normalmente não há muito discurso motivacional nesse tipo de filme, mas esse o faz sem ser piegas.

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