All the Bright Places

All the Bright Places ★★★

This review may contain spoilers. I can handle the truth.

This review may contain spoilers.

Eu jamais fui o tipo de pessoa que coloca muito esforço em resenhas, mas Theodore Finch mudou a minha vida e esse filme sempre carregou muito poder em me destroçar - o que de fato aconteceu. Finch foi o motivo de eu ter percebido que há algo de errado comigo e estou viva porque um dia ele viveu e marcou Jennifer Niven, a autora do livro que dá origem a esse filme. Finch tem muito poder sobre mim desde que o conheci, não só por apego e então por luto, mas por me ver nele, e então ganhar a perspectiva de quem me ama.

Assim, explicando minhas expectativas, devo dizer que fiquei decepcionada em muitos pontos. Muitos fatos que levaram Finch a se sentir encurralado e não amado foram apagados - ele com certeza não tinha muita atenção da família, nem de seu orientador e mantinha constante contato com o pai, o expondo a uma repressão e violência contínua. Nem sua mania e nem a depressão foram retratadas muito bem, embora Justice Smith fizesse um trabalho incrível quando ele está na depressão, com a expressão apagada, um contraste violento com o rosto expressivo ao qual somos apresentados na primeira metade da narrativa. Comecei a chorar no exato momento em que seu rosto mudou, no carro, seguido por um acesso de raiva. É isso. É assim. Enfim, queria que Finch tivesse tanta voz quanto teve no livro. Senti muita falta disso, e acredito que é importante.

Por outro lado, ainda manda a mensagem que pretende. Meu namorado começou a chorar quando perguntou se é assim que eu me sinto, e eu confirmei. O sofrimento é mostrado, mas não escancarado, de forma que alguém como eu não conseguiria se identificar como é possível no livro. Apesar dos pontos negativos, das alterações com as quais não concordo, terminei o filme aos prantos. Em mil pedaços. Precisei de um tempo sozinha, catarrando, molhando as bochechas, inchando os olhos, me derramando. Pude ver o Finch no Justice, de alguma maneira. E, quando desapareceu, senti sua falta. Como sinto agora.

Assim, foi uma experiência agridoce. Fiz careta, rolei os olhos, ri e me dividi em partes. Fez meu namorado me entender melhor. Nos aproximou depois de uma conversa muito sincera sobre como eu me sentia, seguido de promessas. Então minha nota, apesar de não tão boa, espelha não somente o filme, mas essas experiências pessoais.