Landscape Suicide

Landscape Suicide ★★★★★

Um dos filmes mais minuciosos da história do cinema. Benning reorganiza objetos e paisagens em uma estrutura tão crua quanto detalhista, todos esses elementos de um imaginário norte-americano que perpassam sua obra parecem que aqui, mais do que nunca, evidenciam uma doença social implícita na geometria de cada espaço, na motivação de cada gesto narrado nos depoimentos, na brutalidade das reencenações que soam inocentes (o que é o plano da garota no telefone?) mas contém toda uma composição sociocultural que já nasce na organização natural da imagem, que está latente na paisagem de qualquer subúrbio, na fachada de qualquer residência, no portão de qualquer instituição, jaz na própria definição comportamental daquelas propriedades, emana suas convicções no espaço público, irradia sua maldição civilizatória no simples plano de uma rua.